terça-feira, 13 de março de 2012



COORDENAÇÃO VISOMOTORA

Consiste no controle do movimento dos olhos. A coordenação visomotora resulta na direção intencional dos olhos para alguma direção; controle rigoroso e preciso dos músculos extra oculares; acuidade visual, ou seja, na capacidade de ver e diferenciar objetos apresentados no campo visual com significado e precisão.  Quando bem integrada, auxilia no processo de aquisição da escrita e leitura, através da memória e organização visual, que significam a discriminação das letras, integração dos símbolos, formação da imagem visual das palavras, sinais de pontuação e integração significativa do material simbólico com outros dados sensoriais, respectivamente.
JOSÉ (1991) relata que as crianças que não conseguem coordenar o movimento ocular com o movimento das mãos, terão dificuldades no que diz respeito às atividades que envolvem coordenação viso motora olho – mão. Assim, há a caracterização da dificuldade na escrita, pois os olhos não acompanham os movimentos motores da mão; a criança se confunde com as letras simétricas (d/ b; n/u; p/q), bem como troca as letras que diferem em pequenos detalhes (o/ e; f/ t; c/ e; a/o; h/ b). Outras conseqüências da falha na coordenação visomotra são: leitura lenta, cópia com muitos erros e deformações na escrita.
  

COORDENAÇÃO AUDIOMOTORA

Os símbolos gráficos são conduzidos ao cérebro através da visão e da audição. Para que isso ocorra, é necessário que o indivíduo estimule e desenvolva a discriminação auditiva, ou seja, a capacidade de se perceber e discriminar auditivamente e sem ambigüidade todos os sons que existem na língua falada; de responder estímulos auditivos e discernir os sons acusticamente próximos. Para que isso ocorra, segundo OLIVEIRA (2002), o indivíduo deve ser capaz de captar e notar a diferença e intensidade entre vários sons, bem como reter e recordar as letras e palavras captadas auditivamente, além de dar significado ao som que ouviu.
JOSÉ (1991) afirma que para a aprendizagem da leitura e da escrita, há necessidade do bom funcionamento da audição, bem como a estimulação da discriminação de sons, principalmente em letras que possuem sons parecidos (f/v; t/d; p/b; etc.). A memória auditiva também deve ser estimulada, pois ela vai permitir a retenção e recordação do que a criança aprendeu, deste modo ela realizará a correspondência entre o símbolo gráfico e o som correspondente a ele.  De acordo com FURBETA (2005), Vários estudos vêm apontando, ao longo dos anos, déficits no processamento auditivos em indivíduos com dificuldades em leitura e escrita. A autora afirma que a memória auditiva de curto prazo é uma importante habilidade auditiva para a leitura e a escrita, pois os conteúdos que acabam de ser lidos/escritos são mantidos na mesma.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FURBETA, T. D. C.; FELIPPE, A. C. N. de. Simplified auditory processing test and difficulties in reading and spelling. Pró- Fono Revista de Atualização Científica, São Paulo, v. 17, n. 1, p. 11-18, jan.- abr. 2005.

JOSÉ, E. da A. Problemas de Aprendizagem. São Paulo: Ática,1991.

OLIVEIRA, G. de C. Psicomotricidade: Educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis: Vozes, 2002.




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