quarta-feira, 28 de março de 2012


      Olá, 
      Aqui estão mais algumas atividades que podem ser utilizadas para trabalhar a psicomotricidade:




CUBOS DE ENCAIXE




 

Descrição:  cinco cubos coloridos de madeira.
Favorece:  manipulação; coordenação motora; percepção de espaço; encaixe.
Possibilidades de exploração: enfileirar os cubos sem observar regra; empilhá-los, à vontade, tanto com a abertura virada para baixo como para o lado; organizar seqüências de tamanho; comparar todos os tamanhos entre si, levando o aluno a dizer qual é o grande, qual é o pequeno.
      Idade: a partir dos três anos.



PASSA FIGURAS 

Descrição: Caixa de madeira com tampa recortada, para encaixe de oito formas geométricas em madeira colorida.
Favorece: Coordenação motora; Discriminação de formas geométricas e cores; Discriminação visual.
Possibilidades de exploração: retirar todas as peças da caixa e encaixá-las no lugar de cada uma; solicitar que a criança coloque determinadas peças requisitando-as pelo nome: círculo, cubo, etc.
Encaixar as peças selecionando-as pelo tato.
Idade: a partir dos três anos.


JOGO DO SACI

Descrição: nenhum material
Favorece: desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação geral, ao nível da lateralidade alternada.
Desenvolvimento: as crianças devem saltar como um saci pererê, em um pé só, à escolha da própria criança. Depois de algum tempo, fazer o mesmo com o outro pé.
Possibilidades de exploração: Desenhar uma linha reta no chão. Pedir que a criança salte em um pé só, bem próximo da linha, obrigando-a a obedecer a um itinerário previsto. Desenhar uma linha curva, sinuosa e fazer o mesmo que o exercício anterior.
Idade: a partir dos sete anos


IMITAR UM SINO

Descrição: nenhum material
Favorece: descontração da musculatura das mãos e dos dedos. Traçado menos tenso e de melhor qualidade.
Desenvolvimento: mostrar às crianças como deixar as mãos “bem moles”;
Balançar as mãos com os punhos bem soltos, em diferentes direções, como se fossem um sino.
Possibilidades de exploração: executar o exercício com os olhos fechados.
Idade: a partir dos seis anos.



IMITAÇÃO

     Descrição: material pesquisado sobre animais, seus hábitos e características físicas, como locomoção,   habitat, tamanho, bico ou boca, pata ou garra, etc...
     Favorece: Motricidade, atenção.
    Possibilidades de exploração: estimulação da imitação de animais,  para o reconhecimento da linguagem corporal desenvolvida; descobrimento dos habitats desses animais e o desafio pela sobrevivência.
    Idade: a partir dos cinco anos.


JOGO DE CÍRCULOS


 
 
     Descrição: Um círculo grande em E.V.A. dividido em seis partes coloridas e um furo no centro, seis argolas  em E.V.A. coloridas desmontáveis e um pino grande de madeira.
     Favorece: coordenação manual; coordenação visomotora ampla; discriminação visual; contagem.
    Possibilidades de exploração: desmontar o círculo grande e tornar a montar, colocando o pino no centro; desmontar os círculos pequenos, transformando-os em argolas; lançar as argolas e tentar encaixá-las no pino; encaixar os círculos pequenos nas argolas; nomear as cores; contar quantas argolas formam o círculo grande.
    Idade: a partir dos três anos

terça-feira, 20 de março de 2012

Olá,

  As postagens da semana ainda serão relacionadas à Psicomotricidade, porém o conteúdo disponibilizado será totalmente prático. São jogos e brincadeiras bem simples, que podem ser utilizadas no trabalho de intervenção. Entretanto, para isso, falaremos antes um pouco a respeito do assunto: a utilização de jogos e brincadeiras como recurso de intervenção.
Atualmente, em nosso país, os meios acadêmicos vem desenvolvendo uma linha de pesquisa cuja idéia principal é a de reforçar o emprego dos jogos com a finalidade educacional, enfatizando-os como instrumento de diagnóstico e intervenção. Estes mesmos estudos, segundo BUROCHOVITCH (2004), prevêem que, mediante aos jogos e brincadeiras, o individuo obtém ganhos do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo e social. Assim, estes possibilitam que a criança se desenvolva e entre em contato com o conhecimento, pois através dele a mesma poderá chegar à construção de respostas por meio de um trabalho, que é ao mesmo tempo lúdico, operatório e simbólico. Desta forma, uma atividade pedagógica ou psicopedagógica com jogos e brincadeiras, seja através da estimulação precoce ou como meio de intervenção, possibilita que a criança desenvolva habilidades e competências fundamentais para seu desenvolvimento não apenas motor, mas para um aprendizado voltado à sua totalidade. 


Agora vamos lá! A seguir estão algumas atividades, e informações como descrição, suas possibilidades de exploração e para qual idade é indicada.
A reunião de tais atividades a seguir propostas, foi realizada pelas Psicopedagogas: Daniela da Silva Paula, Márcia Cristina Adasz, Maria Eulália O. C. Figueiredo, Talita Alvarenga Alves e Walquiria Letícia da Silva.


TRAPEZISTA DE MANIVELA


Descrição:  Base de madeira com duas colunas e uma manivela com um boneco pendurado. 
Favorece:  Coordenação manual; Coordenação visomotora; Observação;  Atenção
Possibilidades de exploração:l  Girar a manivela e observar o movimento do boneco.
      Idade: a partir dos três anos.


PAINEL DE CIRCO



Descrição: Prancha de madeira com figuras que se encaixam, ficam de pé ou em cima de outras.
Favorece:  Coordenação manual; Orientação espacial; Discriminação visual; equilíbrio.
Possibilidades de exploração:  Retirar as peças do painel e colocá-las sobre a mesa, descrevendo os personagens e dizendo alguma coisa sobre eles; colocar as peças umas sobre as outras e ver qual a menor, a maior altura possível com as peças empilhadas.
      Idade: A partir dos seis anos.


QUEBRA CABEÇA GIGANTE



    Descrição: quebra cabeça com dezesseis peças grandes.
    Favorece: Coordenação motora; coordenação espacial; percepção de figura-fundo; participação em grupo.
    Possibilidades de exploração:
  • Montar o quebra cabeças em grupo;
  • Escolher uma peça e pedir que encontrem uma outra que faça encaixe com ela;
  • Uma criança sorteia uma peça, distribui o restante das peças entre as outras crianças dando três ou quatro peças para cada um.  Quem tiver a peça que se encaixa na peça sorteada, vai colocando na sua vez de jogar.  Ganha o jogo quem primeiro encaixar todas as suas peças.
    Idade: a partir dos seis anos.

    Por hoje é só! Amanhã tem mais!



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BORUCHOVITCH, E.; BZUNECH, J. A. Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola. Petrópolis: Vozes, 2004.


terça-feira, 13 de março de 2012



COORDENAÇÃO VISOMOTORA

Consiste no controle do movimento dos olhos. A coordenação visomotora resulta na direção intencional dos olhos para alguma direção; controle rigoroso e preciso dos músculos extra oculares; acuidade visual, ou seja, na capacidade de ver e diferenciar objetos apresentados no campo visual com significado e precisão.  Quando bem integrada, auxilia no processo de aquisição da escrita e leitura, através da memória e organização visual, que significam a discriminação das letras, integração dos símbolos, formação da imagem visual das palavras, sinais de pontuação e integração significativa do material simbólico com outros dados sensoriais, respectivamente.
JOSÉ (1991) relata que as crianças que não conseguem coordenar o movimento ocular com o movimento das mãos, terão dificuldades no que diz respeito às atividades que envolvem coordenação viso motora olho – mão. Assim, há a caracterização da dificuldade na escrita, pois os olhos não acompanham os movimentos motores da mão; a criança se confunde com as letras simétricas (d/ b; n/u; p/q), bem como troca as letras que diferem em pequenos detalhes (o/ e; f/ t; c/ e; a/o; h/ b). Outras conseqüências da falha na coordenação visomotra são: leitura lenta, cópia com muitos erros e deformações na escrita.
  

COORDENAÇÃO AUDIOMOTORA

Os símbolos gráficos são conduzidos ao cérebro através da visão e da audição. Para que isso ocorra, é necessário que o indivíduo estimule e desenvolva a discriminação auditiva, ou seja, a capacidade de se perceber e discriminar auditivamente e sem ambigüidade todos os sons que existem na língua falada; de responder estímulos auditivos e discernir os sons acusticamente próximos. Para que isso ocorra, segundo OLIVEIRA (2002), o indivíduo deve ser capaz de captar e notar a diferença e intensidade entre vários sons, bem como reter e recordar as letras e palavras captadas auditivamente, além de dar significado ao som que ouviu.
JOSÉ (1991) afirma que para a aprendizagem da leitura e da escrita, há necessidade do bom funcionamento da audição, bem como a estimulação da discriminação de sons, principalmente em letras que possuem sons parecidos (f/v; t/d; p/b; etc.). A memória auditiva também deve ser estimulada, pois ela vai permitir a retenção e recordação do que a criança aprendeu, deste modo ela realizará a correspondência entre o símbolo gráfico e o som correspondente a ele.  De acordo com FURBETA (2005), Vários estudos vêm apontando, ao longo dos anos, déficits no processamento auditivos em indivíduos com dificuldades em leitura e escrita. A autora afirma que a memória auditiva de curto prazo é uma importante habilidade auditiva para a leitura e a escrita, pois os conteúdos que acabam de ser lidos/escritos são mantidos na mesma.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FURBETA, T. D. C.; FELIPPE, A. C. N. de. Simplified auditory processing test and difficulties in reading and spelling. Pró- Fono Revista de Atualização Científica, São Paulo, v. 17, n. 1, p. 11-18, jan.- abr. 2005.

JOSÉ, E. da A. Problemas de Aprendizagem. São Paulo: Ática,1991.

OLIVEIRA, G. de C. Psicomotricidade: Educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis: Vozes, 2002.




Ao invés de escrever aqui sobre as definições da coordenação motora,
 indico um link que disserta sobre o assunto de maneira simples e didática, 
do site BRASIL ESCOLA.
É um site conhecido, mas para quem ainda não conhece, vale a pena.
E pode começar clicando no link abaixo!  
 
 
 



sábado, 10 de março de 2012


Dando sequência ao tema Psicomotricidade, hoje, mais três tópicos relacionados ao assunto.


            LATERALIDADE

MEUR (1989) define lateralidade como uma “dominância lateral”, ou seja, é a dominância de um lado do corpo em relação ao outro. A autora cita ainda três partes do corpo como sendo as mais utilizadas para se observar dominância. São elas: perna, braços e olhos. Através dessas três partes, podemos definir alguns conceitos em relação à lateralidade:

Lateralidade Homogênea: a criança é destra ou canhota do olho, da mão e do pé;
Lateralidade Cruzada: a criança é, por exemplo, destra da mão e do olho, mas canhota do pé;
Ambidestra: é a criança que e forte e destra de ambos os lados do corpo.

Segundo COSTE (1981) a lateralidade é definida entre os cinco ou seis anos de idade e que é arbitrário procurar defini-la antes disso.
A lateralidade, quando não definida, pode trazer conseqüências como dificuldades na compreensão de palavras que designam posição espacial, de orientar-se num determinado espaço, de localizar objetos no espaço, n coordenação motora global.


 ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL

 Podemos afirmar que o indivíduo conseguiu realizar sua estruturação espacial quando:
  • Tomou consciência da relação existente entre o seu corpo e o meio;
  • Tomou consciência da situação das coisas entre si;
  • É capaz de organizar-se perante o mundo que o cerca.  

Quando o individuo inicia o processo de estruturação espacial, aos poucos começa a perceber as formas, grandezas e quantidades. Em seguida, adquire a capacidade de se orientar no espaço, percebendo a relação espacial entre dois ou mais objetos ou pessoas.


 ORIENTAÇÃO TEMPORAL

A organização temporal, segundo MEUR (1989), é a capacidade que o indivíduo adquire de situar-se em função:
·       Da sucessão dos acontecimentos, como por exemplo, antes, após, durante;
  • Da duração dos intervalos: através da noção de tempo longo (uma hora) e tempo curto (um minuto); ritmos regular e irregular; correr e andar;
  • Da renovação cíclica de certos períodos: dias da semana, meses estações;
  • Do caráter irreversível do tempo: um acontecimento vivido não volta – exemplo: noção de envelhecimento.
As noções temporais são abstratas e por esse motivo é difícil para as crianças adquiri-las. As falhas na organização espacial, trazem conseqüências como falhas na aquisição e desenvolvimento da linguagem (gagueira, ritmo da fala); dificuldades na leitura e escrita. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
COSTE, J. C. A Psicomotricidade. Rio de janeiro: Zahar, 1981, 96 p.
MEUR, A. de; STATES, L. Psicomotricidade: educação e reeducação: níveis maternal e infantil. São Paulo: Manole, 1989, 226 p.

sexta-feira, 9 de março de 2012

 PSICOMOTRICIDADE


A Psicomotricidade é uma ciência que ligada ao processo de maturação do corpo, no que diz respeito às aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É devido à sua importância que, durante os próximos dias, as postagens estarão relacionadas ao tema em questão.  

É importante enfatizar que os textos aqui postados são de minha autoria, ou elaborados com a participação de outros autores. Os textos citados que não forem elaborados por mim, sempre estarão com as devidas referências.


UM POUCO SOBRE A PSICOMOTRICIDADE


A psicomotricidade é uma ciência cujo objetivo de estudo é o homem através de seu corpo em movimento e em relação ao mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de agir com o outro e consigo mesmo, atuar e perceber. Desde modo a psicomotricidade está diretamente relacionada ao processo de maturação no qual o corpo é o princípio das aquisições cognitivas, orgânicas e afetivas. Assim, de acordo com MEUR (1989), a psicomotricidade destaca a relação existente entre motricidade, mente e afetividade, facilitando a abordagem global da criança.
O estudo do desenvolvimento motor vem sido desenvolvido há poucos, porém, atualmente ultrapassa os problemas motores, pois também enfoca a lateralidade, estruturação espacial e orientação temporal – fatores relacionados com as dificuldades escolares. Sua estrutura de estudo, segundo MEUR (1989), abrange cinco fatores: formação do “eu”; dominância lateral, estruturação espacial; orientação temporal; expressão gráfica (tais fatores serão comentados detalhadamente no decorrer do texto). A autora afirma ainda que a educação psicomotora é uma técnica e que para a criança adquirir as noções indispensáveis para seu desenvolvimento, há a necessidade de algumas etapas sejam seguidas:
1.    Através de exercícios motores;
2.    Através de exercícios sensório motores;
3.    Através de exercícios percepto motores.


Uma criança cujo esquema corporal é mal constituído não coordena bem os movimentos. [...] Na escola a caligrafia é feia, e a leitura expressiva não harmoniosa: o gesto vem após a palavra, a criança não segue o ritmo da leitura ou então para no meio de uma palavra (MEUR, D. A. 1989, p.8).



REFERÊNCIAS
MEUR, A. de; STATES, L. Psicomotricidade: educação e reeducação: níveis maternal e infantil. São Paulo: Manole, 1989, 226 p.









quinta-feira, 8 de março de 2012


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher...
... Um link cujo conteúdo nos conta um pouco a respeito de uma grande mulher - Hannah Arendt, a autora da frase:

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele.”

http://educacao.uol.com.br/biografias/hannah-arendt.jhtm

Boa leitura!